Uma plataforma completa, mas difícil de explicar
A SV Chat combina chatbots treinados no contexto de cada negócio com atendimento humano para situações que exigem intervenção real. Além da automação, a plataforma reúne recursos como CRM, telefonia, disparos e integrações.
O projeto começou com um esboço gerado no Claude, composto por uma home e diversas páginas avulsas. O pedido era “melhorar” a experiência, ainda sem uma direção clara para estrutura, conteúdo ou interface.


Desafio
O cliente chegou com uma primeira versão criada por vibe coding, mas ainda sem uma arquitetura capaz de organizar a amplitude da oferta. Produtos, módulos, benefícios e argumentos comerciais apareciam no mesmo nível, distribuídos entre uma home extensa e páginas avulsas.
O desafio era transformar esse material em uma estrutura coerente para apresentação, validação e handoff. Isso exigia definir prioridades, construir uma narrativa clara e estabelecer uma referência visual consistente para que a proposta pudesse ser efetivamente implementada.
Objetivo
O objetivo foi construir uma experiência em que hierarquia de informação e destaques visuais trabalhassem juntos. A interface deveria direcionar a atenção para os argumentos mais relevantes, dar ritmo ao conteúdo e comunicar a robustez do produto sem perder a proximidade humana da marca.
Ao concentrar a jornada em uma estrutura one-page, também buscamos reduzir a dependência de páginas internas e criar uma base mais objetiva para validação, handoff e implementação.
Da interface pronta à investigação do conteúdo
Em vez de começar diretamente pelo layout, remapeei o conteúdo recebido e classifiquei os argumentos entre dores, benefícios, produtos, módulos, provas e objeções. Esse diagnóstico mostrou que o problema não estava apenas na aparência, mas na forma como a oferta era organizada e apresentada.
A partir disso, estruturei uma jornada progressiva: reconhecimento da dor, entendimento da solução, funcionamento, aplicações por mercado, diferenciais técnicos, confiança e conversão.
Os estudos foram organizados e apresentados ao cliente em duas levas de apresentações em slides, facilitando a compreensão das decisões tomadas e alinhando os próximos passos.


Uma home capaz de concentrar a jornada
A arquitetura foi condensada em uma experiência one-page, com navegação por âncoras. Isso permitiu centralizar as informações essenciais, encurtar caminhos e reduzir a necessidade de manter diversas páginas no lançamento.
IA como exploração, não como decisão final
A primeira tentativa de aplicar a nova arquitetura foi produzida com apoio do Stitch. O resultado ajudou a visualizar rapidamente a estrutura, mas ainda precisava de refinamento em hierarquia, consistência, composição e identidade.
Essa comparação orientou o trabalho manual de UI e deixou mais claro onde a geração automática acelerava o processo e onde a direção de design continuava indispensável.

Refinando a estrutura em uma interface consistente
Com a arquitetura aprovada, usei o material inicial como referência para preservar cores e personalidade, mas retrabalhei o sistema visual e a hierarquia da página. O layout final passou a combinar banners, cards modulares, iconografia, imagens tratadas e blocos de conteúdo mais escaneáveis.
Cada seção recebeu uma função clara dentro da narrativa, evitando que recursos técnicos competissem com a proposta principal.


Criando um rosto para a automação
A Hanna foi criada como representação visual da inteligência da SV Chat. O processo envolveu estudos de silhueta, anatomia, expressões, acessórios e diferentes níveis de humanização, até chegar a uma personagem amigável, tecnológica e ligada ao universo de atendimento.
Além de humanizar a marca, a mascote passou a apoiar a explicação de dores, recursos e momentos de transição entre chatbot e atendimento humano.
Uma base mais clara para comunicar e construir o produto
O projeto resultou em uma home mais organizada, com hierarquia definida e uma narrativa capaz de explicar a relação entre IA, atendimento humano, módulos e integrações sem apresentar tudo ao mesmo tempo.
A entrega final reuniu arquitetura de informação, wireframes, interface de alta fidelidade, direção visual e aplicações da Hanna. O arquivo foi repassado ao desenvolvimento e utilizado como base para a implementação do site em React com apoio do Codex.






IA acelera possibilidades. Design transforma possibilidades em direção.
O projeto mostrou que gerar uma interface rapidamente não elimina a necessidade de compreender o conteúdo, estabelecer prioridades e construir uma narrativa. Claude, Stitch, ChatGPT e Codex ajudaram em diferentes momentos, mas foi a curadoria entre essas etapas que transformou um esboço genérico em uma solução consistente.
Mais do que só “dar um tapa no layout”, o trabalho organizou o modelo mental da oferta, criou uma linguagem visual própria e preparou uma base mais clara para desenvolvimento e evolução da marca.

